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Transformação dos processos de implantação

Como identifiquei e liderei o redesenho de um fluxo de implantação fragmentado pela automação.

Imagem principal do case Transformação dos processos de implantação

Resumo

Resumo executivo

A Alper Seguros automatizou três tipos de implantação numa ferramenta de BPMN contratada antes do discovery. O fluxo de Nomeação, o mais complexo, saiu fragmentado em números de processo que a BU não conseguia acompanhar; assumi o diagnóstico e liderei o redesenho, aprovado pela BU mas ainda pendente de implementação quando encerrei minha atuação no projeto.

Cliente

BU de Benefícios

Ano

2025–2026

Papel

Product Designer

Ferramentas

Figma, AlperFlow, Google Sheets, Azure DevOps

Plataforma
AlperFlow (ferramenta de BPMN)
Usuários
Analistas de implantação e áreas envolvidas (comercial, relacionamento, backoffice)
Escopo
Automação de três tipos de implantação, com foco no redesenho do fluxo de Nomeação
Contribuição
UX, discovery e redesenho de fluxo em uma squad com PO, Tech Lead e consultor de BPMN

Contexto

Contexto do projeto

Este projeto aconteceu na carteira corporate da Alper Seguros, a partir de 200 vidas. Implantação é o processo de vincular um cliente a uma operadora de saúde, odontológica ou de seguro de vida. Existem três tipos: Abertura de Subestipulante (um CNPJ novo entra sob um estipulante já existente), Nomeação (a corretora passa a administrar contratos que o cliente já tinha, sem trocar de operadora) e Tombamento (as mesmas vidas migram para uma nova operadora). O foco é Nomeação, o mais complexo.

AS IS, macro, dos três tipos de implantação: da venda do contrato até o encerramento, passando por conferência de documentação, cadastros internos e passagem de bastão pra operação.

Desafio

Como digitalizar e padronizar os três tipos de implantação sem perder a visibilidade do andamento de cada uma?

Restrições

Restrições do projeto

A automação dos três tipos rodou numa ferramenta de BPMN contratada antes do discovery.

Ferramenta de BPMN obrigatória

Todos os fluxos precisavam rodar na AlperFlow, então o desenho seguiu o que a ferramenta consegue executar. O efeito pesou mais em Nomeação, o fluxo mais complexo (ver Decisões).

Dependência do consultor

A squad não dominava a ferramenta no início e dependia do consultor para traduzir cada fluxo para as regras do BPMN, inclusive na separação por produto (ver Decisões).

Sem baseline de SLA

As respostas sobre o tempo de cada etapa variavam demais entre analistas, então não há comparação com o processo antigo. A evidência vem só do acompanhamento da produção assistida (ver Em números).

Meu papel

Meu papel

Entrei na squad desde o início como UX, do mapeamento do AS IS ao redesenho do fluxo de Nomeação. Com a V1 em produção assistida, identifiquei que a fragmentação em subprocessos tirava a visibilidade que a BU também sentia faltar, e assumi a liderança do diagnóstico e do redesenho.

Decisões

Decisões de produto

O raciocínio por trás de cada escolha, incluindo o problema, as alternativas consideradas e por que a decisão final fazia mais sentido.

Decisão 01

Reverter a modelagem de subprocesso por tarefa, mantendo a apólice como exceção

Problema

Nomeação chegava a 17 números de processo por implantação, porque cada tarefa tinha sido modelada como subprocesso. Ninguém via o fluxo macro de dentro de um subprocesso, nem o que acontecia dentro dele a partir da visão macro, e a gestão mantinha uma planilha paralela para rastreá-los.

Decidi

Voltar a modelar as tarefas como tarefas, mantendo subprocesso só no nível da apólice, e confirmar a viabilidade técnica com um novo consultor antes de apresentar à BU.

Em vez de

Reabrir a discussão de como o processo de Nomeação deveria funcionar do zero.

Porque

A modelagem por subprocesso causava a fragmentação, então corrigi-la era mais direto do que rediscutir o processo.

Trade-off aceito

Abri mão de consolidar tudo num único número de processo, o que simplificaria a leitura, para manter um subprocesso por apólice e preservar o ritmo independente entre elas.

Antes × Depois

V1, em produção

Cada tarefa modelada como subprocesso

17números de processo
Processo pai

Apólice 1

sub 1
sub 2
sub 3
sub 4
sub 5
sub 6
sub 7
sub 8

Apólice 2

sub 1
sub 2
sub 3
sub 4
sub 5
sub 6
sub 7
sub 8

1 pai + 8 subprocessos por apólice, numa implantação com duas apólices

V2, proposta

Subprocesso só no nível da apólice

3números de processo
Processo pai

Apólice 1

1 subprocesso

Apólice 2

1 subprocesso

1 pai + 1 subprocesso por apólice, na mesma implantação

Impacto esperado

  • A proposta reduz de 9 para 2 os números de processo por apólice (de 17 para 3 numa implantação com duas apólices).
  • Foi aprovada pela BU, mas a implementação dependia de uma nova rodada de aprovação que não aconteceu antes de eu sair, e não há dado de produção para confirmar o resultado.

Outras decisões

  • Separei a proposta de Nomeação em dois fluxos por produto, Vida e Saúde/Odonto, seguindo a orientação do consultor, porque os formulários pedem etapas diferentes. Isso duplicou parte da lógica, em troca de manutenção isolada.
  • Deixei as melhorias de UX dos formulários para uma fase posterior, para apresentar a proposta do fluxo ao comitê primeiro. O problema relatado pela BU, de campos confusos e preenchimento errado ou em branco em etapas com mais de 30 campos (algumas passam de 200), ficou pendente.

Solução proposta

A proposta de redesenho

Um processo pai com um subprocesso por apólice, separado em duas versões por produto, Vida e Saúde/Odonto.

Clique em qualquer fluxograma abaixo para abrir em tela cheia, com zoom e arraste.

TOBE Nomeação — Vida

Proposta de redesenho para o produto Vida, com um subprocesso por apólice.

TOBE Nomeação — Saúde e Odonto

Mesma lógica de redesenho aplicada ao fluxo de Saúde e Odonto, com etapas e formulários próprios do produto.

Evidência

O que os dados mostraram

Acompanhamento da produção assistida dos três fluxos entre abril e julho de 2026, com o prazo médio de 45 dias como referência de atraso.

53

Implantações de Nomeação monitoradas

30 em andamento, 22 atrasadas e 1 finalizada, entre abril e julho de 2026.

~42%

Taxa de atraso em Nomeação

A maior taxa de atraso entre os três fluxos monitorados.

~17%

Taxa de atraso em Abertura de Subestipulante

O fluxo mais simples dos três, com 50 implantações finalizadas no mesmo período.

9

Números de processo por apólice em Nomeação

Um processo pai mais 8 subprocessos, chegando a 17 números numa implantação com duas apólices.

A diferença de atraso (42% em Nomeação contra 17% em Abertura de Subestipulante) aparece ligada à complexidade do fluxo e à fragmentação em vários números, sem isolar o peso de cada fator. Só 1 das 53 implantações tinha sido finalizada, o que fez do redesenho de Nomeação a prioridade.

Aprendizados

Aprendizados

Automatizar um processo manual não garante controle sobre o resultado sem revisão técnica constante ao longo do caminho.

  • Contratar a ferramenta antes de entender o problema tem custo silencioso. O discovery vira adaptação à ferramenta, e quem aprova o investimento precisa saber disso cedo.
  • Risco de fornecedor externo precisa ser mapeado. Quando o fluxo depende de tradução técnica externa, a complexidade do fluxo e a capacidade de quem traduz são riscos a mapear antes da entrega.
  • Débito de homologação aparece tarde. Lembrar a importância da homologação nas reviews não substitui reservar agenda para ela com a mesma prioridade das outras entregas.
  • Nem toda fragmentação é o problema. A solução foi separar a que dava autonomia da que só confundia.

Próximos passos

O que vem a seguir

Quando encerrei minha atuação, a V2 estava aprovada pela BU, mas a implementação dependia de uma nova rodada de aprovação. Uma pesquisa de percepção com a BU estava planejada, e não tenho confirmação de que foi aplicada. Os passos seguintes são:

  • Aprovar a implementação da V2. Fechar a rodada de aprovação pendente.
  • Medir o impacto depois da implementação. Comparar o número de processos por apólice e a taxa de atraso antes e depois.
  • Revisar o fluxo de Tombamento. Avaliar se também precisa de ajuste.
  • Aplicar as melhorias de UX nos formulários. Retomar a frente que ficou fora da V2.